

O soldado Reis, que faz parte da comissão, comparou os salários dos policiais do Ceará, que chegaram a fazer greve, com os salários pagos no Rio. Antes do reajuste, os policiais cearenses ganhavam R$ 1,5 mil, atualmente recebem R$ 2,6 mil. No Rio, o piso é de R$ 1. 031,38. Eles querem R$ 3 mil, sob alegação de que é um risco maior trabalhar no Rio. Segundo Reis, os salários estão defasados desde a saída do então governador Leonel Brizola.
Além dos salários, os policiais reivindicam também a alteração na carga horária para 40 horas semanais. Atualmente a escala é de 24/48 (24 horas trabalhadas e 48 de folga). Eles querem 12/48 (12 horas trabalhadas e 48 de folga), ou 24/72 (24 trabalhadas e 72 horas de folga).
Na pauta eles pedem ainda o fim da prisão administrativa, vale transporte (a gratuidade fica à critério da empresa), vale refeição, mudança do RDPM (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar) para Código de Ética, e equipamento de segurança, incluindo coletes à prova de balas, que muitos estão com data de validade vencida.
De acordo com a comissão, o movimento está ganhando força e vai continuar em várias cidades do estado. "Estamos dispostos a ir até o fim. Não existe interesse político. Atendendo as reivindicações o movimento terá fim. Tenho certeza que toda a corporação vai unir ao nosso movimento", disse Reis.
No início da reunião, que contou com cerca de 180 pessoas, havia policiais militares fardados, mas eles deixaram ao local quando a comissão foi informada que o tenente-coronel Igor Magalhães, comandante do 28º Batalhão de Polícia Militar, estaria seguindo para o local, a fim de confirmar se havia PMs de serviço no encontro. Mais notícias no site: http://www.destaquepopular.com.br/
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