
De acordo com o delegado titular do 93ºDP, Antônio Furtado, o defensor publico Guilherme Slailon, entrou em contato com ele na noite de ontem, dizendo que a família de Bigu estaria reclamando das constantes buscas da polícia civil por Bigu, e que o suspeito iria se entregar, desde que sua integridade física fosse preservada. “Expliquei a ele que poderia se apresentar, e que sua integridade estaria garantida”, disse o delegado.
Na manhã desta quinta-feira, Bigu se apresentou na delegacia, acompanhado da mãe, irmã e de um pastor de uma igreja evangélica. De acordo com o delegado, em depoimento, Bigu confessou o crime, e disse que não agüentava mais viver escondido. “Ele disse que era traficante, realmente matou Preto, e que desde então passou a viver como um bicho, no meio de um matagal, saindo apenas para comer”, explicou o delegado.
Antônio Furtado ainda disse que o crime foi motivado pelo fato de o preso desconfiar que Preto queria matá-lo. “Ele disse que o Preto chamava constantemente Bigu para uma grota, o que teria feito com que Bigu desconfiasse que a vítima queria eliminá-lo, disse o delegado, explicando que desde a prisão do então chefe do tráfico no local, Henrique Alexandre Alves de Oliveira Souza, o Mamão, há um ano – para quem Bigu trabalhava - Preto passou a comandar as vendas no bairro.
Bigu negou que Bocão tenha participado do crime. Em depoimento, ele disse que estava sozinho quando rendeu Preto e lhe deu três tiros na nuca, antes de jogar o corpo e a arma no Rio Paraíba. “Tenho testemunhas que comprovam que Bocão estava envolvido. Não acredito nesta versão. Para mim, já que está preso, ele quer livrar o parceiro”, disse o delegado, que teria ainda recebido uma denúncia anônima que dizia que o preso teria dito que queria matar um policial civil. Bigu negou a acusação.
Bigu responde por homicídio qualificado e tráfico de drogas. A pena conjunta pode chegar a 45 anos de prisão. O preso ainda responde por mais um homicídio, ocorrido em 2009. Mais notícias no site: www.snrio.com.br
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